TERMINAIS DE ÔNIBUS BRT - RIO 2016

AUTORES: André Sant’anna da Silva, Gaú Manzi, Ivo Magaldi Rodrigues da Cruz, Lucas Girard, Luís Pompeo Martins, Luiz Florence, Moreno Zaidan Garcia, Rafael Urano Frajndlich, Rodrigo Mendes de Souza, Tiago Oakley, Pedro Saito.

O projeto destes três terminais de BRT (Bus Rapid Transit) é parte do plano de transporte público proposto na candidatura da cidade do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016. O plano, desenvolvido pelo escritório Oficina Consultores Associados, é baseado na implantação de uma rede auxiliar de corredores de ônibus tipo BRT que se conecta a rede de transportes existente. Pontos de conexão entre essas duas redes (existente e proposta) os terminais são peças-chave no bom funcionamento da rede metropolitana proposta. De maneira geral, a necessidade de integração foi fundamental na configuração de cada um dos três projetos.

Em Deodoro, antigo sub-centro de subúrbio que se desenvolveu a partir de um entroncamento ferroviário, o desenho do terminal organizou-se tanto em função da necessidade de integração dos diferentes sistemas de transportes (BRT e trem metropolitano), quanto em função da necessidade de integração do tecido urbano descontinuado pela ferrovia.
A passarela elevada sombreada por uma ampla casca metálica arranca da estação ferroviária Marechal Deodoro e atravessa todo o terminal, como principal elemento articulador do programa. Desempenha função de equipamento de travessia, permitindo a ligação gratuita do pedestre entre as duas ‘margens’ da ferrovia, ao mesmo tempo em que distribui o embarque e desembarque das plataformas de ônibus e conecta os usuários de ônibus e trem metropolitano.

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O terminal Bossa Nova está inserido no bairro da Gávea. No arborizado terreno destinado ao terminal, está prevista a construção do Museu da Bossa Nova, articulado ao programa do terminal. Uma forte preocupação com a escala deste edifício e sua relação com o pedestre/usuário determinou algumas posturas que levaram a solução de implantação deste projeto. São elas: o rebaixamento do leito viário dos BRTs e o amplo recuo em relação às vias lindeiras – decisão que garantiu uma generosa circulação de pedestres e turistas ao redor do terminal. Uma casca metálica, bastante leve e delicadamente apoiada no solo, recobre o espaço todo, criando uma sutil interferência na forte paisagem daquele lugar.

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O terceiro terminal, na vila olímpica, ao lado do RIO CENTRO, apresentava como maiores condicionantes o fato de ser um local de ocupação dispersa, de frente para a lagoa de Jacarepaguá, num local de baixa densidade construtiva. Soma-se a esses aspectos a necessidade de se desmontar o terminal após a realização dos jogos. A ligação prevista do terminal com a Vila Olímpica é através de uma longa passarela elevada, que determina a cota e os pontos de acesso às plataformas de BRT. Uma vez determinado o traçado viário e os acessos, desenhou-se uma envoltória inflável, branca, que recobre todo o conjunto, conferindo-lhe a monumentalidade desejada, condizente com a importância e com caráter efêmero dos Jogos.

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